PENA DO SENHOR (Clerisvaldo B. Chagas. 19.3.2010) Na 5ª Série do antigo Ginásio Santana, tivemos ótimos professores. Como vários outros pro...

PENA DO SENHOR

PENA DO SENHOR
(Clerisvaldo B. Chagas. 19.3.2010)
Na 5ª Série do antigo Ginásio Santana, tivemos ótimos professores. Como vários outros profissionais, alguns também tinham os seus cacoetes. Aprendemos com as durezas do Doutor Jório Wanderley e Alberto Agra (Ciências e Geografia); com a suavidade de Antonio Dias (Português e Matemática); com a alegria do padre Cirilo (Latim); com o charme de Maria Eunice (Francês); com as narrativas de Ernande Brandão (História, Geografia e Matemática); com os trancos de Genival Copinho (Matemática); com a calma de Gezo (Português) e outros mais. Entre os cacoetes havia o do prof. Ernande que não dava dez ao aluno. Achamos que vingava trauma de adolescente: “dez é do professor”, dizia ele. E a professora de Desenho, conhecida como Dona Dea ─ esposa de um dos maiores advogados do País, Aderval Tenório ─ respondia com frase feita. Ao dizer que não estava entendendo bem a explicação, o aluno recebia da voz arrastada, meiga e irônica da professora: “Tou com tanta pena do senhor...”
No Rio de Janeiro aconteceu um levante contra a vacina em 1904, época do presidente Rodrigues Alves. A investida do governo contra a febre amarela, peste bubônica e a varíola (não devidamente esclarecidas) provocou a reação popular. A insatisfação foi às ruas e deu muito trabalho ao governo, ficando conhecida na História como “A Revolta da Vacina”.
Dividir os royalties do pré-sal com todos os estados e municípios brasileiros, nos parece justo. O petróleo é da União, pouco importando em que mar territorial se encontre. Foi muito perigoso o que o governador Sérgio Cabral conseguiu fazer. Em uma cidade violenta de influência nacional, àquele movimento poderia ter sido um estopim para uma coisa muito séria e de grande proporção; assim com a Revolta da Vacina ou a revolução fratricida de 32. Então vamos deixar somente Rio de Janeiro e Espírito Santo usufruírem dos trilhões em petróleo do subsolo brasileiro? Que privilégio é esse? A fortuna de um pai é dividida por todos os seus filhos. Como ficariam, então, os outros vinte e quatro estados e o Distrito Federal? Como mendigos, pratos estendidos e baba caindo diante do banquete dos ricos? O sertanejo nordestino analfabeto diz: “Tenha injúria, seu Cabral!” São milhões e milhões de pessoas dos vinte e quatro estados contra as lágrimas de crocodilo e boca de tubarão do senhor Sérgio Cabral. Sempre existiram negociações e Justiça para se resolver problemas de relevância sem quebrar a unidade brasileira. Não consideramos coerente o gesto do governador com o emocional das pessoas. Isso até nos dá a impressão de que é uma forma de aparecer. Somos alagoanos e santanenses, queremos a nossa fatia do pré-sal. O político do Rio que vá às favas. Ora, ora, ora!... Lembramos assim os tempos de 5ª Série, ao vermos as lágrimas bestas do governador. Parodiando Dona Dea: Seu Cabral, “tou com tanta PENA DO SENHOR...”

GREVE DAS BURRAS (Clerisvaldo B. Chagas. 18.3.2010) Algumas vezes é preciso deixar o telescópio do mundo para enxergar o local. Quando o J...

GREVE DAS BURRAS

GREVE DAS BURRAS
(Clerisvaldo B. Chagas. 18.3.2010)

Algumas vezes é preciso deixar o telescópio do mundo para enxergar o local. Quando o Jornal do Sertão denunciou os absurdos que ocorriam entre carroceiros e animais de carroça, um delegado tomou as providências. Em uma reunião com esses profissionais na delegacia, a força do aperto sanou o problema até a transferência do militar.
Atualmente o problema continua o mesmo. Deve haver muito mais de cinquenta carroceiros em Santana do Ipanema. Esses profissionais adquirem as burras, geralmente, na região de Palmeira dos Índios, por ser uma cidade ladeirosa, assim como Santana. As burras estão acostumadas com o relevo e por isso não são procurados animais de cidades planas como Cacimbinhas, São José da Tapera, Pão de Açúcar ou Arapiraca. Nesse tráfego imenso de carroças, parece não existir o menor controle de quem quer que seja. Durante a noite não usam candeeiro nem qualquer outro sinal luminoso; não existem identificação nem critério de nada. Enquanto Maceió usa cavalos esqueléticos e feridentos (nem sabemos como muitos conseguem andar) Santana usa somente a burra. (O burro não aguenta o trabalho). O condutor da carroça cobra cinco reais por uma carroçada dentro da cidade.
O problema que continua como no passado próximo são os constantes maltratos a esses animais. O carroceiro bate constantemente na burra se a carroça estiver rodando: devagar, apressada ou em alta velocidade; carroça vazia, carroça cheia, não importa. A mão do carroceiro é robô ligado à tomada que não para nunca. É de doer na alma tanta barbaridade em quem não pode se defender. E o pior. Não raros são os carroceiros que trabalham com menores. Presenciamos garotos em torno de dez a onze anos, fazendo tarefas nas carroças e muitas vezes já com um relho nos ombros, batendo desesperadamente no animal sem necessidade nenhuma. Pode ser que diante do número citado acima, existam um ou dois que não maltratem seus animais. Nós duvidamos de dois. Na cidade de Ouro Branco, há alguns anos, um delegado revoltado como nós, fez um safado descer da carroça, ficar no lugar da burra e apanhar igual a ela. Não queremos aprovar o excesso, porém, parece que tem animais de duas pernas que só aprendem assim. Não se ouve em Santana do Ipanema, uma só voz a favor das burras que não gritam, não protestam, não reivindicam a porta de delegacias, juizados, Ima, Prefeitura, Conselho Tutelar e mais. Será possível que esses atos covardes e insanos tenham que ser denunciados por um cidadão documentado com protocolo e tudo? Onde estão os direitos dos animais? Por que as autoridades não conseguem enxergar o problema? Por que tem coisas mais importantes para se preocuparem? Sem autorização prévia, ninguém pode abater uma árvore da rua que racha uma residência. Passamos três meses para conseguir tal feito diante da desorganização de setores do assunto. Mas bater loucamente nos animais, pode. Para os que fecham os olhos, é mais fácil elogiar. Sobre esse tema, quanta falta você faz Ricardão! As autoridades responsáveis pelo assunto estão aguardando a GREVE DAS BURRAS.

O DONO DO ARMAZÉM DO CD “SERTÃO BRABO I” – DEZ POEMAS ENGRAÇADOS (Clerisvaldo B. Chagas. 17.3.2010) Conheço senhor Morais Véio sovina ...

O DONO DO ARMAZÉM

O DONO DO ARMAZÉM

DO CD “SERTÃO BRABO I” – DEZ POEMAS ENGRAÇADOS
(Clerisvaldo B. Chagas. 17.3.2010)

Conheço senhor Morais
Véio sovina e mandril
Que já roubou mais de mil
Inda hoje rouba mais
Quer ser valente demais
Não dá esmola a ninguém
Fiado diz que não tem
Rouba no metro e no peso
Véve de pescoço teso
No seu bonito armazém

Ali se vende café
Arroz milho e bacalhau
Massa de fazer mingau
Feijão chupeta e rapé
Penico vela quicé
Cadeado solta-prende
Farinha grossa que rende
Assim me disse a vizinha
Que vende até camisinha
Paletó não sei se vende

Um dia logo bem cedo
Tava com fome no parque
Comprei um taco de charque
Pois fome não é brinquedo
Para misturar com bredo
Comprei cocos da Ribeira
Pedi minha conta inteira
Das carças puxei os cobre
Porque no bolso do pobre
Só tem fumo e peniqueira

Nem galinha nem perua
Nem a catuaba morna
Nem ovo nem a codorna
Podia comprar na rua
Sem dinheiro a vida é crua
Lá no barraco um degredo
Que eu só chegava com bredo
E a nega me ameaçava
Se amigar com Piaçava
Negão que fazia medo

E assim lá no barraco
A pantera arreclamava
Que eu não prestava pra nada
Queria um homem macaco
Mas eu danado de fraco
Ia perdendo o conceito
Eu disse é negócio feito
Dos terreiros de alguém
Vou nestante ao armazém
Hoje mesmo dou um jeito

era no fim do mês
Lavei o charque e os coco
Cismei de contar o troco
Na minha conta era três
Mas veio quarenta e seis
Daquele véio avarento
Vortei no mesmo momento
Porque sou um home honesto
Fui adervorver o resto
Ao dono do movimento

No armazém com coidado
Fazendo pose demais
Eu lhe disse seu Morais
Nosso troco está errado
O homem brabo danado
Me falou gritando rouco
Aqui não se erra troco
Nem com reza nem com bico
Inda caiu dois penico
No quengo do veio broco

Pra não brigar com o valente
Que vende vassoura e rodo
Guardei o dinheiro todo
Fiquei longe da serpente
Será que sou inocente
Será que pequei demais
Pra nega não xingar mais
Na farmácia de seu Agra
Comprei tudim de Viagra
Banana pra seu Morais

FIM

PROVA DE FOGO (Clerisvaldo B. Chagas. 16.3.2010) Com os Estados Unidos desgastados no processo de paz israelense, o Oriente Médio parte pa...

PROVA DE FOGO

PROVA DE FOGO

(Clerisvaldo B. Chagas. 16.3.2010)
Com os Estados Unidos desgastados no processo de paz israelense, o Oriente Médio parte para outra fase de tantas e tantas que já enfrentou. Israel sempre foi aliado dos Estados Unidos na região, até porque precisou do Tio Sam para a sua defesa territorial. Isso não quer dizer, porém, que o estado judeu não seja preparado. Ao longo da sua existência tem desenvolvido técnicas civis e militares para vencer no social e na defesa intransigente da sua existência. Israel é país rico. Há quem diga que faz parte do clube atômico, possuindo sua bomba nuclear. Mas conseguir a paz entre adversários bíblicos tradicionais não é e nunca foi tarefa das mais fáceis. Tanto isso é verdade que o próprio amigo Estados Unidos, sentiram-se humilhados com uma atitude de Israel. Enquanto fala sobre paz, o governo judeu ameaça construir casas em local ferozmente disputado. Na linguagem da juventude de hoje, “isso não existe”. Como falar de paz se minhas decisões são de guerra? Os Estados Unidos parecem irritados com mais essa incoerência do antigo aliado. O governo americano demonstra cansaço, frustração e impaciência.
O Brasil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra no cenário outrora longínquo e inacessível. Quer ser o novo intermediário, o negociador entre israelenses e palestinos. Com pretensões de aumentar a influência brasileira no mundo e procurando apoio para reestruturar a ONU ─ Organização das Nações Unidas ─ o Brasil salta decidido no meio da fogueira. Como Lula é um negociador natural e o Brasil possui tradições pacifistas, ambos os lados da questão estão esperançosos num entendimento. Está certo que o presidente brasileiro foi bem recebido, mas isso não deixou de surgir algumas reações sensíveis às tradições. É um momento novo a que israelenses e palestinos não estão acostumados a ele, pois, antes, só conheciam de fato a voz americana. Décadas a fio com o modo de ser de um mediador, absorver a diferença agora não é fácil. Chegar a uma batalha onde só se fala em bomba, fuzil, ódio e morte, levar amor e compaixão, como disse o brasileiro, é como receber uma bomba diferente. “É chegada à hora de abrir um círculo virtuoso de negociações”, falou o visitante citando exemplos do Brasil. Nesse país milhões de judeus vivem pacificamente com milhões de árabes. A continuação da novidade acontecerá ainda em outros lugares com outros personagens fora do parlamento israelense.
Se Lula fracassar, o Brasil fracassará junto. Se conseguir os acordos desejados, Lula será forte candidato ao prêmio Nobel da paz, sem dúvida nenhuma. Então, o Brasil colocará uma coroa de ouro na cabeça. Vamos aguardar para ver como agem os envolvidos. Se com disposição de tolerância adulta ou com desencanto de criança após brinquedo novo. A cultura do Oriente não é a cultura de Brasília. E Cuba não foi nada em relação a essa desafiadora PROVA DE FOGO.


PADRES E COROINHAS (Clerisvaldo B. Chagas. 15.3.2010) Você gostaria de ser coroinha? As piadas sobre o escândalo envolvendo padres de conc...

PADRES E COROINHAS

PADRES E COROINHAS

(Clerisvaldo B. Chagas. 15.3.2010)

Você gostaria de ser coroinha? As piadas sobre o escândalo envolvendo padres de conceito no Agreste alagoano percorrem ruas e estabelecimentos de Arapiraca. Em qualquer parte aonde se chega, ouve-se os marmanjões perguntar para outros: “Fulano, você não quer ser coroinha?” E as gargalhadas acontecem em ambos os lados, seguidas de mais humorismos grosseiros. O problema da pedofilia na “Capital do Agreste” põe em xeque aquela paróquia e envergonha mais uma vez o mundo católico regional e brasileiro. Os estouros dos escândalos no Brasil, na Alemanha, ultimamente, ou nos Estados Unidos, parecem se enquadrar nas profecias sobre as estrelas que iriam cair na Terra. Não é somente a paróquia de Arapiraca que enoja a sociedade, mas inúmeras outras espalhadas por todos os lugares da terra. Quando não são usadas as crianças ─ que ingenuamente são levadas a servir à Igreja pelos pais desavisados ─ são mulheres casadas (chamadas beatas); programas com gente da rua (ver caso de Maceió do padre assassinado) ou mesmo freiras envolvidas nas imoralidades. Em Santana do Ipanema mesmo e região, correram muitos boatos à boca miúda. Existiu e existem padres tarados que são até motivos de folclore. Certa feita ouvimos uma piada a respeito de um desses garanhões. Nu, diante do espelho, um indivíduo perguntava: “Espelho meu, espelho meu! Existe no mundo um cara mais tarado do que eu? E o espelho respondia: “E o padre beltrano já morreu?
Como fica o rosto do catolicismo perante a opinião pública? Os três pastores que foram flagrados com contrabando de armas são inocentes criaturas em comparação com esses crimes hediondos contra crianças. Por que padres não vão para a cadeia? Não basta afastar o sacerdote da paróquia. Depois ele continua a prática infame em qualquer altar mais longe. A responsabilidade que tem esses ministros de Deus são as mesmas que tem os juízes que juram defender a Lei. Estamos comparando a responsabilidade dos venais, os imundos, arrogantes ou com ares de santos, vendidos como Judas. Como pode um homem chegar a uma das profissões mais bonitas, último bastião da esperança do pobre que procura justiça, e se corromper. É isso que ensina à esposa, aos filhos, aos netos: ser ladrão descarado pior do que o assaltante comum que não tem instrução alguma. A Igreja católica, para não escandalizar ou para não diminuir o número de ministros, muitas vezes prefere calar numa continuação tácita com a banda podre. Por que os padres não são apresentados nos presídios como pedófilos? Uma indenização, um pedido escondido de desculpas, uma suspensão da Ordem e pronto! Está tudo resolvido. E os fiéis seguidores da religião que confiam, que se confessam, que comungam, que não faltam às missas aos domingos... Que indenização deveriam receber pela vergonha de pertencer aquela paróquia? Ou a cúpula radicaliza numa limpeza rigorosa e geral ou o diabo toma logo conta de tudo. E quem já não gostava de vigários, hem! É de enxugar a língua mesmo nos PADRES E COROINHAS.



DECIFRAR ENIGMAS (Clerisvaldo B. Chagas. 12.3.2010) Ainda na década da ditadura getulista, eram nomeados governadores e prefeitos (estes,...

DECIFRAR ENIGMAS

DECIFRAR ENIGMAS

(Clerisvaldo B. Chagas. 12.3.2010)

Ainda na década da ditadura getulista, eram nomeados governadores e prefeitos (estes, chamados antes de intendentes). Nessa época difícil em que chefes do Executivo entravam e saíam a toda hora, o povo observava com grande indiferença o movimento político local. Foi assim que chegou a Santana do Ipanema o senhor Pedro Gaia, nomeado prefeito. Viera de Palmeira dos Índios e iria tomar posse no dia 28 de julho de 1938. Houve ainda discursos de meia dúzia que procurava mais beber do que outra coisa. Acontece que a indiferença popular transformou-se em entusiasmo com a notícia que chegou sobre a morte de Lampião, Maria Bonita e mais nove sequazes. O que iria ser para Pedro Gaia apenas um acontecimento corriqueiro celebrado na cúpula política, ganhou dimensão nacional imediata e até internacional. Esse foi o dia em que a “Rainha do Sertão” teve seu nome nas páginas de todos os jornais do mundo. Um caso de transformação do rotineiro para a felicidade, muito embora quando uma coisa é boa para uns é ruim para outros; quer dizer, dia de horror para o cangaço em Angicos, fazenda sergipana.
A visita do presidente Lula a ilha de Fidel Castro, rodou ao contrário do dia do empresário Pedro Gaia. Aplaudido com êxito por onde passou Lula com certeza pensava no sucesso que faria em Cuba. Motivos não faltavam para essa afirmação, tanto políticos quanto econômicos. Brasil hoje é garantia para Raul Castro que procura apoio visando sair do isolamento imposto pelos Estados Unidos. O caso do dissidente Zapata, (o da greve de fome), entretanto, aguardava o presidente brasileiro como uma arapuca bem armada na coincidência da morte do prisioneiro. Água fria na fervura. Da boca do nosso governante só saiu besteira por causa do momento infeliz daquele dia. Não podia fazer feio diante de Fidel e Raul. Lula conseguiu escapar dos dois dirigentes socialistas, mas não bateu bonito perante a opinião pública internacional. Lembram-se do caso de Jesus quando lhes quiseram pegar com a pergunta sobre imposto? “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Lula falou e disse asneira. Se tivesse calado teria sido ainda pior. No sertão nordestino é comum se dizer: “Hoje pisei em rastro de corno”. Como pernambucano é bem capaz do presidente ter citado a frase aos assessores. Uma coisa boa para a ruim.
Finalmente o terceiro caso. Esse não veio do ruim para o bom e nem do bom para o ruim. As duas situações vieram juntas. Aconteceu na posse do novo presidente chileno, Sebastián Piñera. O homem teve a felicidade de ser eleito, passa por uma situação terrorista com terremotos e tsunamis e, em pleno dia da posse, novos e fortes tremores no Chile. É como o aniversariante de 29 de fevereiro. O que presume esse marco na administração futura de Sebastián? Pedro Gaia pulou para o agradável; Lula caiu da escada e Sebastián irá governar entre a ciência e a superstição. Desejamos um ótimo final de semana aos nossos leitores internautas para que não tenhamos de DECIFRAR ENIGMAS.

O ÚLTIMO VAGÃO (Clerisvaldo B. Chagas. 11.3.2010) Os derradeiros massacres acontecidos na Nigéria fazem o mundo religioso refletir nessa ...

O ÚLTIMO VAGÃO

O ÚLTIMO VAGÃO

(Clerisvaldo B. Chagas. 11.3.2010)

Os derradeiros massacres acontecidos na Nigéria fazem o mundo religioso refletir nessa quaresma. Foram 528 cristãos trucidados a facão, incluindo homens, mulheres, crianças e bebês. Esse massacre foi praticado por pastores muçulmanos em grupo de 400 a 500 pessoas, diz a Imprensa. Depois dos golpes as vítimas foram queimadas, caracterizando uma ação fria com planejamento. Nós que nos preocupamos com a violência das grandes cidades brasileiras, temos a atenção voltada para mais uma barbárie do século XXI.
A República Federal da Nigéria, estar localizada no oeste da África, banhada pelo oceano Atlântico, no denominado golfo de Guiné. Esse território acha-se dividido em 36 estados e tem como capital a cidade de Abuja. Pode-se dizer que a Nigéria é hoje uma potência regional e possui uma população de mais de 184 milhões de habitantes, a maior da África. Além disso, representa também a maior população negra do mundo. Sua economia cresce assustadoramente e é projetada para ser a 11ª do mundo no futuro de 2050. Os números indicam a Nigéria para superar a população dos Estados Unidos, pois os muçulmanos não aceitam o planejamento familiar. Quanto à religião, o país é composto por 50% de praticantes do islamismo e 40% do cristianismo. Sua língua oficial é a inglesa e a Nigéria possui mais de 250 grupos étnicos distribuídos em terras de colinas e planalto na região central e terras baixas e áridas ao norte. Se formos falar sobre sua economia, vamos apontar a base no petróleo que vem encontrando problemas de ataques em suas instalações. Mas a Nigéria também produz outros minerais como o carvão e o estanho. Na Agricultura o país aparece como produtor de amendoim, milho, sorgo, inhame, mandioca, cacau, óleo de palma e cana-de-açúcar. Conhecemos a Nigéria, em tese, pelos atletas que triunfam nas corridas de ruas destaques do Brasil. Entretanto, o país tem a terceira indústria cinematográfica do mundo, perdendo apenas para a dos Estados Unidos e a da Índia. Mas, apesar de tudo que foi dito, existe uma pobreza absoluta na maioria da sua população.
Sobre o último massacre acontecido, mesmo tendo vindo dos pastores muçulmanos a agricultores cristãos, um bispo local não atribuiu o caso a problemas religiosos; tanto é que o Papa, ao condenar o ataque, não se referiu às religiões. Mesmo assim parece provável que esses conflitos sejam religiosos e étnicos. As diversas etnias tem como importantes os Hauçás, Igbos e Iorubás. Ultimamente surgem novos grupos armados atacando instalações petrolíferas e fazendo reivindicações de direitos. Mesmo assim a Nigéria vai em frente, apesar de parecer que cada etnia tem um deus particular. É o mundo que acelera o vagão da frente e exibe tristemente O VAGÃO DE TRÁS.