LAGOA DO RETIRO: UM DESPERTAR Clerisvaldo B. Chagas, 29 de agosto de 2017 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.723 LAGO...

LAGOA DO RETIRO: UM DESPERTAR

LAGOA DO RETIRO: UM DESPERTAR
Clerisvaldo B. Chagas, 29 de agosto de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.723

LAGOA DO RETIRO. Foto: (Agência Alagoas).
Já comentamos muito sobre as lagoas interiores do nosso estado, quase sempre com notícias desagradáveis.  E quando puxamos pelo meio ambiente, trazemos a Geografia, Sociologia, História, Economia porque tudo se acha interligado. Entre essas lagoas, encontra-se a Pé Leve no município de Limoeiro de Anadia como a mais famosa – talvez pela proximidade de Arapiraca – a segunda maior cidade do nosso chão. Após contínuas observações aconteceu o que se previu e a Pé Leve secou. Isso mexe com o ambiente e com a economia do povoado, mouco às constantes advertências. Mas ainda existem outras no Agreste que a muito custo fazem crescer o ditado: “Quando a barba do vizinho arder põe a tua de molho”.
A lagoa do Retiro, no município de Junqueiro, parece querer seguir os conselhos de quem entende. Com orientação das autoridades ambientais “diversos proprietários de terras que englobam parte da área do entorno da lagoa do Retiro, cumpriram a determinação de um recuo de suas cercas, a uma distância de 30 metros” onde foram plantadas 380 mudas de árvores nativas, incentivo do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas – IMA/AL. Isso faz parte do projeto Alagoas Mais Verde. A finalidade dos que plantaram árvores como o ingá, jenipapo, jaqueira do brejo, pau-brasil e peroba-rosa é proteger o entorno da lagoa e seus acessos. Estudantes e órgãos do município participaram das ações em favor da Natureza.
Mas é sabido que se precisa agir em outras frentes importantes da consciência ambiental para que todos os efeitos juntos permitam perenemente a salvação da lagoa. Não tivemos mais notícias sobre a Pé Leve e, uma visita nossa planejada ainda não foi possível. Enquanto isso, em Maceió, a lagoa marítima da Anta vive ameaçada pelos esgotos e apresentando peixes mortos. Pelo menos ali o bocão popular denuncia e, a pressão da Imprensa conduz para os consertos. No Sertão, antigas lagoas desapareceram pela ignorância humana. Uma ou outra pode ter sido aproveitada para construções de barreiros.
      Esperamos que as ações para salvar a lagoa do Retiro sirvam de exemplo altamente aproveitável, para trabalhos semelhantes em todos os rincões do estado.













SERTÃO PARABENIZADO Clerisvaldo B. Chagas, 28 de agosto de 2017 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.724 Foto: (Agência...

SERTÃO PARABENIZADO

SERTÃO PARABENIZADO
Clerisvaldo B. Chagas, 28 de agosto de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.724

Foto: (Agência Alagoas).
Meu sertão velho de guerra! Duas vitórias de peso seguidamente aconteceram em seu território alagoano. A primeira – já falamos aqui algumas vezes – foi o início do asfaltamento da antiga rodagem, estrada de Lampião, do povoado Carié, em Alagoas, a Inajá, Pernambuco. Dizem os entendidos, que o povoado é o maior entroncamento do Nordeste. O asfalto esperado por 50 anos já está em pleno andamento. Em primeiro plano, a cidade de Canapi e seu município serão os grandes beneficiados saindo do isolamento viário que fez colecionar inúmeros prejuízos. Estando no Carié, você pode atingir o estado de Pernambuco pelo oeste chegando a Inajá. Pode também chegar a Pernambuco pelo norte atingindo Garanhuns. Caso siga para o sul, Paulo Afonso lhe espera na Bahia. No rumo leste, você buscará Santana do Ipanema e Maceió. Deu para entender a enorme importância do Entroncamento Carié?
A segunda vitória foi um posto moderno que a Polícia Rodoviária Federal acaba de conquistar no mesmo entroncamento. Ouvimos de quem ali trabalhou na obra que foi gasto muito dinheiro, mas que o posto ficou tão bonito, bem feito e adiantado (com equipamento de ponta) que tem que se pensar duas vezes antes de se passar por ali com cargas irregulares. O novo posto rodoviário foi inaugurado sexta-feira passada e recebeu o nome do santanense Luiz de Gonzaga Pereira, conhecido pelos amigos simplesmente por Zaga. Na linguagem específica, a nova instalação foi intitulada: Unidade Operacional Luiz de Gonzaga Pereira Santos, em homenagem ao PRF morto em serviço, em 2015, em atendimento de acidente de trânsito na região. Luiz Gonzaga, antes de ser policial fora um dos pioneiros de gráficas em Santana do Ipanema, na denominada Rua Nova.
         “Localizada no km 49 da BR 316, essa é a primeira Unidade Operacional da Polícia Rodoviária Federal no estado que segue os novos padrões de modernização do órgão, garantindo a seus policiais melhores condições de trabalho, segurança e tecnologia”. Houve muita festa na ocasião, inclusive, banda de música de Paulo Afonso (Bahia) e como sempre, várias autoridades que foram valorizar o evento.
Acreditamos que a vitória tenha sido do sertão alagoano e do Nordeste como um todo.






 SERRA DO POÇO Clerisvaldo B. Chagas, 25 de agosto de 2017 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.721 SERRA DO POÇO. Foto...

SERRA DO POÇO

 SERRA DO POÇO
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de agosto de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.721

SERRA DO POÇO. Foto (Clerisvaldo B. Chagas).
A serra do Poço faz parte do Maciço de Santana do Ipanema, Médio Sertão de Alagoas. Possui um pouco mais de 500 metros de altura. Embora esteja distante da cidade em cerca de seis quilômetros, faz parte dos montes que circundam a urbe. É majestosamente avistada de quase todos os pontos urbanos e parece ter sido uma das primeiras áreas a ser habitadas na história do município, mesmo sem habitações contínuas. Já foi celeiro de frutas, andu, fava e plantas medicinais da região sertaneja. Com o esvaziamento do espaço – cujas novas gerações preferiram viver na cidade – falta de mão de obra, não renovação dos pomares, desmatamento e exaustão das terras, a serra do Poço empobreceu.
 Houve tempo, quando a serra ainda era o Jardim do Éder, em que vários rapazes quiseram comprar terras no topo. A ideia  era construir cabanas para usá-las durante as neblinas de inverno e as aragens do verão; refúgio de férias e fins de semana. Mas os projetos de arranque ficaram apenas nas mesas do “Biu’s Bar” da Rua Delmiro Gouveia. E se todos os produtos apresentados como sendo da serra do Poço eram garantidos, garantida continua sua altitude, aragens, frieza e neblina das estações. O Gugi, a Camonga, Caracol (citada no primeiro documento sobre Santana) Remetedeira, são serras que ainda hoje aguardam o incentivo do turismo no sertão na forma de paisagismo, trilhas, chalés e escaladas.
A serra do Poço divide-se pela metade em terras de Santana do Ipanema e do Poço das Trincheiras, município vizinho, daí a sua denominação. Os dois principais acessos à montanha, saindo do centro de Santana, é pelo sítio Água Fria. O outro é pelo sítio Salgado no lugar conhecido como “Fazenda de Seu Didi”. Essa é a antiga estrada de terra que passa por outros sítios como Camoxinga dos Teodósios e Pinhãozeiro em direção a Águas Belas, Pernambuco. Foi aberta pelo prefeito Pedro Gaia em 1938, o mesmo prefeito que fez a primeira reforma física da prefeitura.

Ambos os acessos foram sempre péssimos e nem é preciso bater nessa velha tecla enferrujada. Mas a paisagem que você vai contemplar do cimo, compensará a língua de fora se a subida for a pé.

FERREIRINHA Clerisvaldo B. Chagas, 24 de agosto de 2017 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.722 MARCELLO, FERREIRINHA,...

FERREIRINHA

FERREIRINHA
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de agosto de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.722

MARCELLO, FERREIRINHA, CLERISVALDO. Foto: (Arquivo Clerisvaldo).
A contribuição de artistas para o próprio município continua com a máxima de Jesus de que “ninguém é profeta em sua terra”. Na sua contribuição versátil à cultura popular, o poeta, compositor e cantor Ferreirinha iniciou sua vida artística abrindo caminho no sertão para a música sertaneja, ainda tabu nessa região interiorana. Tabu porque só se ouvia o forró sem vez para a música de raiz do distante Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Foi ele quem enfrentou a indiferença pela chamada atualmente de “música sertaneja” daquelas regiões, formando dupla com Ferreira. A dupla cresceu e passou a ser convidada para espetáculos nos mais diferentes lugares em Alagoas, Pernambuco e Bahia. Ganhou muitos aplausos de multidões em praças públicas, notadamente em festas de vaquejadas e de política. Com o passar do tempo, a única dupla sertaneja de Santana do Ipanema se desfez. José Cícero Barbosa, o Ferreirinha, então, passou a cantar sozinho pelos mesmos espaços já conquistados com o colega.
Talvez pela sua humildade Ferreirinha ainda não tenha sido reconhecido como o artista mais mutável da terrinha: canta sertanejo, toca viola, declama poesias matutas, improvisa, canta serestas e compõe. Faz parte do coral da Igreja Matriz de São Cristóvão, da AGRIPA e do nosso círculo de amizade. Acometido por um mal muito difícil, Ferreirinha venceu mais essa etapa. Após a cirurgia realizada na cidade de Arapiraca, o artista repousa em sua residência sob os cuidados e carinho dos seus familiares. Graças a Deus vai se recuperando bem do abalo que veio para sua provação.
Terça-feira passada, eu e o escritor Marcello Fausto estivemos com o valoroso Ferreirinha, com os mimos de amizade e respeito profundo, tanto pelo homem quanto pelo artista. Repetimos para ele o que nos disse o forrozeiro Manoel Messias, o Imperador do Forró: “Quebrou uma peça da gráfica para que lhe desse tempo de recuperação para o lançamento do livro 230”. E Ferreirinha, lépido, passou a cantar meu cordel presenteado “A Igrejinha das Tocaias; sua história”.

Esta semana voltaremos lá novamente quando ouviremos sua viola que só falta falar.

QUIXABEIRA Clerisvaldo B. Chagas, 23 de agosto de 2017 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.721 QUIXABEIRA. Foto: (Pais...

QUIXABEIRA

QUIXABEIRA
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de agosto de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.721

QUIXABEIRA. Foto: (Paisagismodigital).
O desmatamento da caatinga continua. Entre suas árvores, destaca-se a quixabeira com nome variado conforme a região nordestina e norte de Minas Gerais. Preta, sapotiaba, espinheiro, coronilha, maçaranduba-da-praia e rompe-gibão, são algumas denominações que se dá a Sideroxylon obtusifolium. Quando se trata de sombra a quixabeira é rainha e tem sempre a preferência dos caminhantes, cuja proteção parece uma casa. Não é raro no sertão se dizer que determinada quixabeira é mal-assombrada. É que até os espíritos errantes gostam de se arrancharem em mangueiras e quixabeiras. Essa árvore pode atingir até 15 metros de altura e produz pequenos frutos pretos, adocicados e leitosos apreciadíssimos pelos caprinos.
Sua madeira é dura e espinhosa. A casca é adstringente, tonificante, antidiabética, anti-inflamatória e cicatrizante. As flores são aromáticas. A quixabeira é muito utilizada na medicina popular, sendo uma das mais indicadas contra o diabetes. Devido ao uso constante e indiscriminado, a espécie se encontra cambaleante, precisando incentivo para sua reprodução.
Encontramos sempre alguma pessoa negra com apelido de Quixaba. É que esses frutos pequenos e arredondados, de um verde-oliva inicial, amadurecem passando para o preto retinto.  
Os raizeiros do sertão aceitam encomendas de garrafadas contra o diabetes que são feitas com a entrecasca da planta. Em casa a bebida é mantida em geladeira que vai sendo tomada de acordo com as orientações.
Em Alagoas, no município de Santana do Ipanema, existe um povoado a 12 km da cidade, chamado antigamente de Quixabeira Amargosa. Estar localizado nas faldas da região serrana e teve o título mudado para São Félix. Nessa área sertaneja é encontrada a árvore citada, mas também se encontra a Sideroxylon na parte mais plana do relevo da depressão sertaneja e do São Francisco. Entretanto, a medida que o tempo passa, mais difícil vai ficando encontrá-la com sua majestade. Não somente a quixabeira, mas todas as arvoretas e árvores do sertão vivem permanentemente ameaçadas. A fiscalização ainda é muito frágil e vai perdendo a corrida pela sobrevivência do meio selvagem da caatinga.









CAPIVARA SEM VEZ Clerisvaldo B. Chagas, 22 de agosto de 2017 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.720 SERRA DA CAPIVA...

CAPIVARA SEM VEZ


CAPIVARA SEM VEZ
Clerisvaldo B. Chagas, 22 de agosto de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.720

SERRA DA CAPIVARA. (Foto divulgação).
No Brasil, falar em qualquer tipo de benefício é sempre difícil. E quando o tema é parque nacional, demarcação de terras indígenas, reforma agrária, o sofrimento sempre foi enorme e dorido. Tenho admirado o trabalho exaustivo da arqueóloga Niéde Guidon – expressivo orgulho nacional – sua guarda e preocupação com o Parque Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, Piauí. Neste País é uma batalha quase sem fim para se fundar um parque e uma luta sem fim para conservá-lo. Além da indiferença oficial das autoridades, a batalha é dura e renhida contra as ações do tempo e das invasões dos maus intencionados. Coitada da heroína, lutando e dando sua vida pelo patrimônio cultural do Brasil, quando ela mesma já é expoente do mundo na ciência que abraçou.
Veja o que aconteceu no Parque Nacional da Serra da Capivara a cerca de 530 km da capital Teresina: “Segundo a Polícia Militar de São Raimundo Nonato, um dos municípios que compõem o parque, pelo menos quatro pessoas estavam caçando animais dentro dos limites da Serra da Capivara. Ao serem identificados por três guardas, entraram em conflito e se envolveram em um tiroteio. Dois funcionários ficaram feridos e o outro morreu. Outro dois suspeitos tiveram ferimentos, foram localizados neste sábado (28) e encaminhados para um hospital de Floriano (a aproximadamente 250 km da capital). O restante do grupo conseguiu fugir. A polícia faz buscas na região”.
Veja mais: “O confronto aconteceu no município de João Costa. O Parque Nacional da Serra da Capivara foi criado em 1979 e, desde 1991, é considerado Patrimônio Cultural pela UNESCO. Parte de um corredor ecológico de 414 mil hectares, o parque é um dos principais centros científicos de arte rupestre do mundo, com escavações que revelaram vestígios de mais de 50.000 anos e mais de 900 sítios arqueológicos catalogados”.
Numa proporção muito menor, a conservação da Reserva Tocaia em Santana do Ipanema, não fica atrás dessas preocupações. O que o senhor Alberto Filho, enfrenta todos os dias na reserva, seria motivo de uma conferência para todos os santanenses. Ah! Muitas autoridades ligadas ao tema nem gostariam de ouvir.

Joel Si





FESTA DE GADO Clerisvaldo B. Chagas, 21de agosto de 2017 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.719 Vaqueiros em Serrinha...

FESTA DE GADO

FESTA DE GADO
Clerisvaldo B. Chagas, 21de agosto de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.719

Vaqueiros em Serrinha. Divulgação.
Uma das maiores festas  do Brasil é relativa ao gado que ocupa todo o território nacional. As manifestações culturais mais expressivas estão na vaquejada (pega-de-boi-no-mato), corrida de mourão (chamada erroneamente de vaquejada) e os rodeios. Havia a Farra do Boi, em Santa Catarina, mas foi extinta por lei. Os rodeios são típicos das Regiões Sul e Sudeste; a vaquejada, a corrida de mourão são coisas nordestinas. O boi ainda surge em figura de papelão como divertimento popular acompanhado de música, bailado, teatro, em várias regiões brasileiras. As características são próprias de cada estado e denominações locais: bumba-meu-boi, boi-bumbá, boi-de-mamão e outras menos conhecidas.
Uma festa que acontece todo ano, mês de agosto, é a "Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos”, interior de São Paulo. O evento que vem desde 1956, teve origem com os peões tangedores de boiadas de Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul em estradas de terra e que duravam vários dias. Geralmente essas boiadas eram tangidas até os frigoríficos onde o boi era abatido. Em Barretos, um desses destinos, teve início a festa com brincadeiras do peões mostrando como se fazia na doma de cavalos das fazendas. Hoje  Barretos tem um parque de rodeio planejado por Oscar Niemeyer com uma área onde cabe em todo o espaço, 50.000 pessoas, das quais 35.000 sentadas. Este mês a festa encontra-se em pleno andamento quando teve início no dia 17 e prosseguirá até o próximo dia 27. Além das competições, espétaculos outros são oferecidos, principalmente por duplas sertanejas.
Em Alagoas ainda não conhecemos em funcionamento o parque chamado “O maracanã da vaquejada”, em Palmeira dos Índios. Mas existem vaquejadas de verdade, a pega-de-boi-no-mato, em alguns lugares, entre eles, o da serra do Japão, nas imediações de Folha Miúda, no Agreste. Quanto à corrida-de-mourão, engolida nas cidades como vaquejada, vão se mantendo no estado em todas as regiões. Dificilmente qualquer uma dessas formas chegaria a uma estrutura semelhante a de Barretos. Mas, como diria Luiz Gonzaga: ali “corre dinheiro pelo chão”. E no Médio Sertão alagoano o jeito é se conformar com a mais chamativa que é a de Dois Riachos. Famosa porque o município possui a maior feira de gado nordestina e de quebra a natalidade de Marta, a maior jogadora do mundo por várias vezes.
A vaquejada é bruta, mas serve para competir, cantar, beber, namorar, arrancar o estresse e fazer amigos.

O dinheiro geral que rola, quem não gostaria de tê-lo?