A PRESTIGIADA MENTE DOS CIENTISTAS Clerisvaldo B. Chagas, 10 de maio de 2018 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.898 ...

A PRESTIGIADA MENTE DOS CIENTISTAS


A PRESTIGIADA MENTE DOS CIENTISTAS
Clerisvaldo B. Chagas, 10 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.898

IMAGEM: FOLHA/BBC.
Neste velho mundo misturado uns se dirigem para o fim do planeta, enquanto outros ainda procuram soluções para a humanidade.
Todos os anos uma área de terra do tamanho do estado de São Paulo, se converte em deserto, no mundo. Além dos desertos já existentes, outros vão surgindo engolindo as terras férteis e gerando a fome.
Mas o cientista norueguês Kristian Morten Olisen, inventou nos seus estudos uma maneira de fertilizar os desertos. Para isso entrou em parceria com o fazendeiro no deserto dos Emirados Árabes, Faisal Mohammed Al Shimmari, num projeto para testar o seu invento. É um lugar onde a temperatura pode facilmente chegar aos 50 graus. Nessa região, os fazendeiros costumam trazer água em navios para tentar a lavoura normal. A dificuldade de se plantar no deserto leva os Emirados a importar cerca de 80% da sua alimentação.
A técnica de Olisen, que vem sendo desenvolvida desde 2005, consiste em recobrir a areia com partículas de argila líquida. Esta argila faz unir os grãos de areia fazendo com que ela adquira a virtude de reter água. Assim, o solo pobre e degradado pode se tornar fértil em apenas 7 horas.
Pelo sucesso obtido, a tendência da tecnologia é espalhar-se pelo mundo, fertilizando terras áridas e acabando com a fome.
“A tecnologia chamada ‘Liquid Nanoday’ (nanoargila) está sendo desenvolvida desde 2005”
“O tratamento recobre as partículas de areia com argila e muda completamente suas propriedades físicas, permitindo que a areia retenha a água”, diz Olisen.
‘É um processo, que segundo o cientista não necessita do uso de nenhum agente químico’. “Podemos transformar os solos arenosos de baixa qualidade em terras agrícolas de alto rendimento em sete horas”
 “Simplesmente misturamos argila natural na água que colocamos sobre a areia e criamos uma capa de meio metro no solo que converte a areia em terra fértil”, explica Ole Morten Olesen, filho de Kristian e diretor de operações da empresa Desert Control, fundada por seu pai para vender a tecnologia.
(adaptado da FOLHA/BBC).



GRACILIANO RAMOS E O PADRE BULHÕES Clerisvaldo B. Chagas, 9 de maio de 2018 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.897 B...

GRACILIANO RAMOS E O PADRE BULHÕES


GRACILIANO RAMOS E O PADRE BULHÕES
Clerisvaldo B. Chagas, 9 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.897

Busto do Pe. Bulhões. Foto: (B. Chagas).
Apresentamos mais uma vez segredo literário escondido, uma vez que livros importantes santanenses, não são reeditados. Representam relíquias e poucos sabem da existência daquela edição ou daquela outra que foi editado para gerações passadas. O texto abaixo é comentário sobre o romance de Graciliano Ramos, “Caetés”, cuja identificação completa, acha-se no final. Temos mais uma vez como público alvo, professores de Português – Literatura, universitários e pesquisadores em geral.
A preguiça pela leitura leva o jovem apenas a clicar na foto e, o texto que se dane! É a perpetuação do analfabetismo pela cibernética Mesmo assim, vejamos:
 “Se José Lins do Rêgo romanceava o mais importante gênero de vida adotado na mata costeira nordestina, Graciliano Ramos retratava, nos seus livros, a terra e o homem do agreste e sertão da nossa região geográfica. O cenário de “Caetés” é a cidade de Palmeira dos Índios, antes que lá chegassem os trilhos da “Great Western” e se multiplicassem os caminhões, que hoje levam do Recife e Maceió a civilização e as doenças, o progresso e a miséria. O escritor inspirou-se na vida municipal do sertão alagoano, a fim de criar as suas personagens. Por isso mesmo é que o Pe. Atanásio, tanto representa o Vigário Francisco Macedo, de Palmeira dos Índios, como o Vigário José Bulhões, de Santana do Ipanema. Os políticos de “Caetés” são os mesmos de Palmeira, Pão de Açúcar ou Água Branca. João Valério era guarda-livros da firma Teixeira & Irmão, como poderia sê-lo de Tertuliano Nepomuceno, em Santana, ou de Antônio Rodrigues, em Mata Grande. Aliás, foi um guarda-livros de Santana do Ipanema, meu fraternal amigo o poeta Valdemar Lima, quem primeiro me falou em “Caetés”, nas férias escolares de 1930 para 1931. O romance foi escrito em Palmeira, retocado em Maceió e publicado no Rio. Para o grande público o livro surgiu em 1933, mas fazia três anos que os seus originais passavam de mão em mão, entre os jovens intelectuais da capital de Alagoas”.
ROCHA, Tadeu. Modernismo & Regionalismo. Oficial, Maceió, 1964. 2a Ed. Págs. 84-85.

OS CAMINHOS DA SANTANA LITERÁRIA Clerisvaldo B. Chagas, 8 de maio de 2018 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.896   MA...

OS CAMINHOS DA SANTANA LITERÁRIA


OS CAMINHOS DA SANTANA LITERÁRIA
Clerisvaldo B. Chagas, 8 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.896
 
MATA VERDE, EM SANTANA. FOTO: (B. CHAGAS).
Para os planos terrenos os caminhos são muitos e diversos. Entre eles têm os que procuram riqueza na política, os que deliram com o ouro das minas, os que vibram com o fuzil diante dos cofres bancários e os que se realizam através das esmeraldas literárias. Dentro do último padrão, regionalizando para o nosso pequeno mundo santanense, temos também as cortinas grenás dos que almejam decifrar o além dos cortináveis. E assim vamos encontrando tesouros sagrados imperceptíveis ao humano comum e dadivosos aos pesquisadores natos. E o pesquisador autêntico e perspicaz não é o da fartura disponível, mas sim das invisíveis entrelinhas que alinhavadas com paciência e intelecto, edificam o todo, o resultado da exaustiva busca com a coroação e os lauréis.
Assim apontamos as trilhas para os que procuram a história e a literatura da terra. Escritos como hieróglifos que nos transportam para o último período de Vila em que nasceram os nossos primeiros escritores, muito embora os seus frutos em livros tenham brotados somente a partir da Santana cidade da década 1940. E na busca das esmeraldas acima, estão “Fruta de palma”, “Modernismo e realismo”, “Santana do Ipanema conta sua história” ou mesmo “Vim para ficar”, leituras imprescindíveis aos momentos de compreensão dos nossos primeiros 40 anos como cidade.  Seus autores, pela ordem, são Oscar Silva, Tadeu Rocha, Floro e Darci Araújo e Floro Araújo.
Em “Fruta de palma”, livro de crônicas rudes e sertanejas, o autor fala sobre fatos e pessoas de Santana. É um bom auxiliar variado para se encontrar o que se procura no geral de cada crônica ou em frases soltas que servem de pistas importantes. “Modernismo e Realismo” é profundo sobre literatura nordestina, alagoana e santanense. Professor de história e português não pode ignorá-lo. “Santana do Ipanema conta sua história”, puxa mais para a parte sociológica. Apesar de alguns erros como datas e alguns fatos, não compromete o todo, visto pela ótica dos autores. Não deixa de ser uma obra relevante para a história local. E “Vim para ficar”, narrativa pessoal do autor – talvez seja a melhor das suas obras – onde se acha algumas rápidas informações embutidas sobre a cidade que auxilia bem as pesquisas.
Melhores informações pelo contato: clerisvaldodaschagas@gmail.com.

FEIRÃO DE LIVROS Clerisvaldo B. Chagas, 7 de maio de 2018 Escritor Símb olo do Sertão Alagoano Crônica 1.895 FOTO: (PROGRAMA LI...

FEIRÃO DE LIVROS


FEIRÃO DE LIVROS
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.895

FOTO: (PROGRAMA LIVRO ANDANTE - PE).
No período 1956-60, o mesmo prefeito que construiu a rodagem Carneiros – Riacho Grande, a Praça das Coordenadas, o Museu Histórico e de Artes, Dr. Hélio da Rocha Cabral de Vasconcelos, promoveu também a primeira feira de livros do município de Santana do Ipanema. Lembro-me ainda dos livros, espalhados defronte a Igrejinha de Nossa Senhora Assunção e adjacências, inclusive, do outro lado da rua e na esquina da bodega do Seu Oséias. Não recordo, porém, da finalidade e dos critérios. Tempos depois, nós, os alunos do então Ginásio Santana, promovemos a nossa. Não havia autores presentes. A finalidade talvez fosse arrecadar fundos para realizar excursões, estimular a leitura e fortalecer o intercâmbio livresco.
Cada aluno trouxe um ou mais livros, para trocar ou vender. A obra já  chegava à feira com o preço estipulado pelo aluno dono. E como o primeiro evento, também espalhamos os livros na frente e em ambos os lados da mesma igrejinha/monumento. Havia muitas edições antigas, mas que agradaram aos estudantes do Ginásio, a outros estudantes e ao povo em geral que prestigiava maciçamente a iniciativa ginasiana. Tanto o livro mais novo quanto o livro mais velho, tinham uma variação de preço pequena, sendo tudo barato e ao alcance de qualquer pessoa. Bem certo era que havia alguns professores por perto, mas a empolgação toda era dos alunos que negociavam suas relíquias comprando, vendendo, trocando como velhos feirantes.
Vendo, então, o exposto acima e sabendo que não são muitos os adeptos da leitura, vamos a uma proposta. Uma feira de livro gigantesca com todas as escolas do município. Cada aluno levaria seu livro ou livros para cadastrar e vender. Como a finalidade seria apenas estimular a leitura, cada livro seria vendido a um real ou coisa parecida numa tabela de preço máximo que não passaria de três reais. Todas as espécies de livros menos os nocivos à juventude poderiam ser apresentados recebendo etiqueta do preço. Os detalhes do comando da feira seriam imaginados na segunda fase.
Topa, compadre, a trabalheira?
Entendo.


SANTANA GANHARÁ NOVA PARÓQUIA Clerisvaldo B. Chagas, 4 de maio de 2018 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1 . 894 Igreja ...

SANTANA GANHARÁ NOVA PARÓQUIA


SANTANA GANHARÁ NOVA PARÓQUIA
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.894
Igreja de Santo Antônio.  Foto: ( B. Chagas - Extraída do livro 230).

Pertencendo a Igreja Católica, mesmo assim não sabemos sobre os limites entre as paróquias de Senhora Santa Ana e a de São Cristóvão, em Santana do Ipanema, Alagoas. Entretanto, é boa a informação para os fiéis porque faz com que na precisão, se saiba qual o pároco a ser procurado para batizado, casamento, batistério e outras necessidades. Assim falamos em primeira mão na Imprensa que Santana ganhará nova paróquia. A informação não é oficial, mas saiu de dentro da Paróquia de São Cristóvão. Talvez pela extensão territorial, haja sim a necessidade de mais uma paróquia para dividir as responsabilidades do território. E pela primeira vez, Santana terá autonomia católica na margem direita do rio Ipanema e os sítios do sul.
Para alegria do povo santanense, trata-se do Bairro Floresta, cujo padroeiro é Santo Antônio que – dizem os entendidos – ser o santo de maior prestígio no céu. Pois a igreja de Santo Antônio, na Rua Abdias Teodósio, principal do bairro e a mesma que leva até ao Hospital da Cajarana, será reformada e transformar-se-á em Matriz de Santo Antônio. Esta igreja do Bairro Floresta foi inaugurada em agosto de 1991, pelo padre José Augusto da Silva, então, comandando a Paróquia de São Cristóvão. A foto desta crônica mostra a Igreja de Santo Antônio no dia 27.7.2013 e foi extraída do livro “230” publicado recentemente por nós. Praticamente nada mudou na sua aparência que aguarda reforma.
E como já falamos várias vezes sobre o Bairro Floresta, vamos resumindo. A região foi ocupada por moradores vindos da zona rural. As terras acidentadas e mais longe do centro eram mais baratas do que as do próprio Bairro Camoxinga. Após longo período ao abandono, começou a se valorizar com o Hospital da Cajarana, com os edifícios da Universidade Federal de Alagoas – UFAL, agora se transformará em paróquia e será passagem obrigatória para a maior estátua sacra do mundo na serra Aguda.
As nossas profecias geográficas vão se confirmando e Santana se expandindo nos seus quatro pontos cardeais.
Que venha logo a paróquia do nosso querido Santo Casamenteiro.
                                                                                                                     

NAS ASAS CHUVOSAS DO MARIBONDO Clerisvaldo B. Chagas, 3 de maio de 2018 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.893   Feir...

NAS ASAS CHUVOSAS DO MARIBONDO


NAS ASAS CHUVOSAS DO MARIBONDO
Clerisvaldo B. Chagas, 3 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.893
 
Feira do milho em Maribondo. Foto (B. Chagas).
Quem trafega da região de Santana do Ipanema (Sertão) para Maceió, via Palmeira dos Índios, sempre comenta: “pequei chuva em Maribondo”, (Agreste). Mas o que faz chover tanto em Maribondo? Primeiro vamos passar a vista no quadro abaixo, segundo Elian Alabi Lucci.
Os três principais tipos de chuvas são:
De convecção: que ocorrem devido ao movimento ascendente do vapor d’água que, ao entrar em contato com camadas mais frias, condensa-se e se precipita. Estas chuvas costumam ser violentas e abundantes, próprias de regiões tropicais e equatoriais, onde a evaporação é intensa, em virtude do forte aquecimento que elas sofrem.
Ciclônicas: Surgem em virtude do contato entre frentes quentes e frias. Este tipo de chuva é típico dos países de clima temperado.
De relevo: que têm origem graças à condensação do vapor d’água e a consequente precipitação pelo contato das nuvens com o ar mais frio das regiões de maior altitude. Nas vertentes contrárias, as mais regadas por este tipo de chuva, o ar apresenta-se bastante seco, provocando maior aridez. Um exemplo disto é o que ocorre no sertão nordestino devido ao anteparo montanhoso representado pelo planalto da Borborema.
Maribondo, portanto, recebe chuva de relevo também chamada orográfica, quase o ano todo. Essas chuvas daquele município que permitem criação de gado nas encostas e milho verde o ano inteiro, são provocadas pelas suas montanhas.
Mas também, seguindo a mesma BR-316, existe uma faixa no município de Dois Riachos onde menos chove. Essa faixa em linha reta vai sair nas proximidades de Jaramataia, na linha Batalha – Arapiraca, que por certo faz parte desse fenômeno particular e até agora ainda não estudado.
Além desta apresentação para universitários, chamamos atenção para pesquisadores que possuem recursos os mais diversos e que podem se interessar pelo tema, que tem tudo a ver com a dinâmica dos ventos.
Ê comadre! É comer buchada em Dois Riachos e milho assado em Maribondo.




AS MARRADAS DOS CARNEIROS Clerisvaldo B. Chagas 3 de maio de 2018 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.892 CARNEIROS. ...

AS MARRADAS DOS CARNEIROS


AS MARRADAS DOS CARNEIROS
Clerisvaldo B. Chagas 3 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.892

CARNEIROS. FOTO: (PREFEITURA, DIVULGAÇÃO).
Mais uma auspiciosa notícia para o Sertão alagoano correu mundo, saída da tradicional Festa do Trabalhador na cidade de Carneiros, em sua 30a edição. A população municipal que não chega a 9.000 habitantes estava com 20 mil pessoas no último sábado de festa, quando recebeu a grande revelação do governador, segundo notícia da Agência Alagoas e dos sites da região. A estrada de terra que liga Carneiros a Santana do Ipanema vai ser asfaltada com início nos próximos dias. O anúncio aguardado durante décadas fez vibrar a população carneirense e todas as comunidades sertanejas. Trata-se de um complemento asfáltico de 14 km, mas não foi dito o ponto em que o trecho que será asfaltado encontrar-se-á com a AL-230, se no antigo Campo de Aviação ou no sítio Moita dos Nobres.  
A cidade de Carneiros acha-se localizada a 304 metros de altitude e se encontra no trecho Olho d’Água das Flores, São José de Tapera, Senador Rui Palmeira, Olho d’Água do Casado, Piranhas e a própria Santana do Ipanema, de cujo município foi desmembrado em 11 de julho de 1962. A viagem, após o asfalto (a que chamamos por dentro) resumirá todo rodeio que é feito longamente por São José da Tapera e Olho d’Água das Flores, em um pulo de 30 minutos. Carneiros e Santana do Ipanema ganharão um formidável intercâmbio que refletirá fortemente na Educação, no Comércio e na Saúde, principalmente.
Nunca houve empenho das autoridades regionais no que tange a ligação direta Senador Rui Palmeira – Santana do Ipanema. Essa fatia de comunicação entre os dois maiores produtores de feijão, passaria pelo sítio mais rico do Olho d’Água do Amaro e o acesso a Carneiros. O comércio de Santana perdeu muito com essa falta de visão em que atrairia de vez Senador e Carneiros para seus negócios. Foi assim com Maravilha e Ouro Branco quando não havia o asfalto e o movimento era com Garanhuns, PE.
Portanto, o asfalto Carneiros – Santana vem como magnífico presente para ambos os municípios. Finalmente os Carneiros aplicaram supimpas marradas no passado.