TRÊS POVOADOS SANTANENSES Clerisvaldo B. Chagas, 21 de maio de 2018 Escritor Símbolo de Santana do Ipanema Crônica 1.905 POVOADO S...

TRÊS POVOADOS SANTANENSES


TRÊS POVOADOS SANTANENSES
Clerisvaldo B. Chagas, 21 de maio de 2018
Escritor Símbolo de Santana do Ipanema
Crônica 1.905
POVOADO SÃO FÉLIX. (YOU TUBE).

Os povoados são a ponte entre o campo e a sede municipal. São eles que suprem as primeiras necessidades ruralistas. Muitos evoluem, principalmente por acontecimentos extraordinários, reivindicam e, às vezes conseguem a emancipação política. Tornam-se municípios, progridem ou caem no marasmo. Outros crescem, mas as leis não permitem a separação política. Ainda tem os que surgem, crescem e morrem. Viram povoados fantasmas, motivados, por exemplos, por catástrofes naturais, esgotamento da riqueza do lugar, construção de hidroelétrica e assim sucessivamente, como dizia o saudoso professor Aloísio Ernande Brandão. Interessante é o destino de cada povoado, mesmo vizinhos, trilham rumos diferentes, como acontece com as pessoas na individualidade..
No município de Santana do Ipanema, o povoado Areias Brancas (E Não Areia Branca) foi amplamente favorecido pela antiga estrada de rodagem. Posteriormente a BR-316 foi asfaltada, fazendo com que o povoado desenvolvesse e ficasse cortado ao meio por essa rodovia federal. Não poderia ser de outra maneira e, hoje, Areias Brancas não para de angariar mais casas comerciais e prestação de serviços, chegando a eleger vereadores. Tem, sem dúvida alguma, um futuro promissor.
São Félix, antes povoado Quixabeira Amargosa, é núcleo rural da área serrana do município. Cresceu, mas não como deveria, pois fica fora do principal eixo viário da região. Poderia surpreender dentro de pouco tempo se recebesse asfalto Santana – Águas Belas, São Félix – Areias Brancas (por dentro).
Pedra d’Água dos Alexandres (terceiro povoado) continua isolado, principalmente nos tempos de inverno, cujas estradas só as enfrentam quem tem negócio. O acesso asfáltico à BR-316 poderia dar um novo alento ao povoado de menor estrutura onde também seriam favorecidos inúmeros sítios como Mocambo, Morcego, Laje dos Frade e outros, indiretamente.
Vamos à luta, gente, “a união faz a força”.







ALERTA PROFESSORES DE GEOGRAFIA Clerisvaldo B. Chagas, 18 de maio de 2018 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.904 A Z...

ALERTA PROFESSORES DE GEOGRAFIA


ALERTA PROFESSORES DE GEOGRAFIA
Clerisvaldo B. Chagas, 18 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.904

A ZONA RURAL SERÁ ESQUADRINHADA. Foto: (B. Chagas).
Com os livros “230”, “Ipanema um rio macho”, “Negros em Santana”, Geografia de Santana”, O boi, a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema”, “Conhecimentos gerais de Santana do Ipanema”, resgatamos quase tudo o que a nossa terra tinha direito. E mesmo com nove livros prontos para publicações, estamos mexendo ainda na inquietação. Iniciamos até como lazer, um trabalho de Geografia que resgatará também a zona rural do nosso município. Trata-se de uma tarefa inédita para e com os professores de Geografia direcionada às escolas, população em geral, autoconhecimento/estágio em que todos os mais de cem sítios serão visitados, mostrados e valorizados. Um documentário que terá assinatura de todos os professores de Geografia participantes. Não temos conhecimento do que o que planejamos tenha sido realizado em nenhum município do Brasil.
Já estamos trabalhando nas pesquisas de gabinete e estaremos no campo, após as chuvas invernais. É um pequeno grupo disposto a passar vários domingos percorrendo as 11 regiões rurais, classificadas por nós e que serão estudadas: Um geógrafo, um historiador, um guia, um motorista e talvez um fotógrafo. Após essa segunda fase, entrariam todos os professores de Geografia de Santana, que quisessem nos acompanhar. Não vamos apresentar ainda o pulo do gato. Mas é preciso transporte, gasolina, alimentação, GPS, máquina fotográficas, filmadoras e mais. Dificilmente se arranja essas coisas com as autoridades. Nesse caso, os professores reunidos dirão como fazer.
Enquanto caem as chuvas, vamos trabalhando, preenchendo o corpo do projeto até onde for possível. Deveremos ganhar o apoio da Escola Professora Helena Braga das Chagas, onde a maioria trabalha e, fora de expediente comanda as ações. Brevemente estaremos convidando os professores de Geografia para conhecer as nossas ideias. Mesmo assim, estamos todos os dias na referida escola no turno matutino onde poderemos ouvir e fornecer sugestões.
Ontem mesmo durante uma entrevista, recebemos importantes informações de um dos mais de cem lugares rurais: Lagoa do João Gomes e do próprio riacho João Gomes. VEM CONOSCO!

EUCALIPTO: INÍCIO DE PRINCIPADO Clerisvaldo B. Chagas, 17 de maio de 2018 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.903   EU...

EUCALIPTO: INÍCIO DE PRINCIPADO


EUCALIPTO: INÍCIO DE PRINCIPADO
Clerisvaldo B. Chagas, 17 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.903
 
EUCALIPTOS EM ALAGOAS. FOTO: (Agendaa.com).
Com as sucessivas crises canavieiras, desde o início da sua história em Alagoas, aos poucos vai mudando a paisagem na antiga Zona da Mata. Os algodoais sertanejos que concorreram com a cana-de-açúcar e venceu, entrou em crise e sumiu levando consigo as indústrias fabris do estado. A cana vem sofrendo queda na produção, fechamento de usinas e perdas territoriais de plantio. É nesse cenário que – entre outras alternativas para os canaviais – surgiu e se expande o Eucalyptus globulus labill, simplesmente eucalipto. São produtores pequenos, médios e grandes que estão produzindo madeira em lugar da cana. Inicialmente indicado para lugares altos e difíceis, o eucalipto disparou na aceitação. O próprio viajante já pode constatar a mudança do panorama quando o asfalto é ladeado pela Eucaliptocultura.
Há aproximadamente 8 oitos teve início essa alternativa e que nos últimos tempos saltou de 900 hectares para 15 mil hectares e continua em expansão. A necessidade crescente de madeira no mundo mostra boa perspectiva no negócio. Madeira boa, legalizada que atende o comércio de móveis, lenha, artesanato, medicinal e tantos outros, pois do eucalipto tudo se aproveita. Isso vem aliviar a derrubada clandestina da floresta tropical, da caatinga, manguezais e mesmo de alguma reserva da vegetação agreste.
Dizem que são 730 espécies de eucaliptos no mundo, sendo 20 delas comerciais. Seu cheiro e propriedades são usados como desinfetantes e remédios contra gripe e sinusite.
Importantes e famosas fábricas nacionais estão se instalando em Alagoas tendo em vista a matéria-prima ao alcance da mão. Estão surgindo inúmeros negócios por causa da madeira e, já se vende clones para plantio do auspicioso cultivo. Nessa velocidade e aceitação, só o tempo dirá se Alagoas deixará de ser conhecida pelos seus verdes canaviais e será a terra dos eucaliptos, cujos detalhes técnicos e derrubadas de mitos, deixamos de apresentar.
E se a cana-de-açúcar era rainha em Alagoas, chegou o príncipe eucalipto na Terrinha.

PROFESSORES – RELEVO – PROFESSORES Clerisvaldo B. Chagas, 16 de maio de 2018 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.902 RE...

PROFESSORES - RELEVO - PROFESSORES

PROFESSORES – RELEVO – PROFESSORES
Clerisvaldo B. Chagas, 16 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.902
RELEVO SANTANENSE. FOTO: (B. CHAGAS).

Tivemos três importantes fases de classificação do Relevo Brasileiro. A primeira com o professor Aroldo de Azevedo (década de 1940), falecido em 1969. A segunda classificação do Relevo Brasileiro, surgiu com o extraordinário geógrafo, Aziz Ab’Saber, em 1962, que ampliou a classificação primeira de Aroldo Azevedo. A terceira classificação do Relevo Brasileiro é a chamada Classificação de Jurandy Ross, professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, com uma proposta em 1989. Essa proposta foi baseada no Projeto Radam e Radam Brasil, que teve a participação do ilustre professor. Podemos dizer que a sequência foi um aperfeiçoamento quando usamos atualmente a Classificação de Jurandy Ross em nossos livros de Geografia.
Aroldo Azevedo estabeleceu as formas de planície e planalto com o critério altimetria, estabelecendo o limite de 200 metros para diferenciar uma forma de outra. Já Aziz Ab’Saber, usou o critério morfoclimático, que explica as formas de relevo pela ação do clima. Aziz ampliou a classificação de Azevedo, acrescentando novas unidades ao relevo brasileiro.  Para ele, planalto é onde predomina agentes de erosão. Planície seria a superfície com maior deposição de que a erosão. Reunindo as principais características do relevo e do clima mais vegetação e hidrografia chamou de “Domínios Morfológicos Brasileiros”.
Com o solo brasileiro detalhado pelo Projeto Radam e Radambrasil, a classificação do professor Jurandy Ross se fez necessária na proposta de 1989, com muito mais detalhes. Por ela, temos no Brasil, 11 planaltos de quatro tipos; 6 planícies de dois tipos  e 11 depressões de três tipos;  sendo ao todos 28 unidades.
Nós, do Sertão alagoano, estamos na “Depressão sertaneja e do São Francisco”.
Os detalhes de cada uma dessas unidades, não cabem em apenas um crônica.

TURISMO NO TATUAMUNHA Clerisvaldo B. Chagas, 15 de maio de 2018 Escritor Símbol o do Sertão Alagoano Crônica 1901 RIO TATUAMUNHA....

TURISMO NA TATUAMUNHA


TURISMO NO TATUAMUNHA
Clerisvaldo B. Chagas, 15 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1901
RIO TATUAMUNHA. FOTO: (VIAGEM QUE SONHAMOS).

Quando se fala em turismo o litoral norte de Alagoas se apresenta com Maragogi. Existem muitos outros municípios de praias belas e desertas ainda sem estrutura para tanto. Mas há cerca de nove anos, vem acontecendo um turismo silencioso e sustentável naquela região através do rio Tatuamunha que divide os municípios de São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras. Ali está localizado um dos santuários do peixe-boi marinho com trechos protegidos pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Dez mil pessoas por ano passeiam pelas águas tranquilas do Tatuamunha com turismo controlado. Mais de vinte jangadeiros conduzem os turistas em jangadas, com varas. Somente 10 deles podem entrar no rio de cada vez, durante o dia, em que uma jangada conduz apenas 10 turistas, o que dá 70 turistas/dia.
Mais de 100 famílias vivem desse turismo, direta ou indiretamente. O visitante pode apreciar o Santuário do Peixe-boi, o mangue, o rio, a fauna e a flora do trecho estabelecido. O trajeto ida e volta dura em torno de 3 horas com dois remadores e algumas paradas para observação. É bom lembrar, entretanto, que nem tudo são flores. Existem vários problemas como esgotos das margens, lixo e desmatamento.
Ali perto, tenta-se o turismo também através do rio Manguaba – o mais importantes daquelas bandas – e que nasce no pé da serra do Lino. O rio Manguaba já foi escoadouro da produção de açúcar dos antigos engenhos da região, inclusive de Porto Calvo. Vestígios de velhas batalhas entre espanhóis e holandeses acontecidas naquela área, estão sendo apontadas também como motivadoras dessa nova fonte de renda.
Como vimos, todas as regiões brasileiras estão despertando para a grande indústria sem chaminé. E se Alagoas chega a ser o destino mais procurado do Brasil para o turismo, a periferia dos principais centros também quer pegar nas “verdinhas”, no euro ou mesmo no “peixe” brasileiro.
Do litoral ao sertão o potencial é enorme, muito embora algumas autoridades adormeçam na esperança de que tudo cairá do céu.
Fazer o que, criatura?

AGRADECENDO A DEUS E AOS SITES Clerisvaldo B. Chagas, 14 de maio de 2018 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1,900 Est...

AGRADECENDO A DEUS E AOS SITES


AGRADECENDO A DEUS E AOS SITES
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de maio de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1,900

Estamos agradecendo a Deus e aos sites que reproduzem nossas crônicas em mais um centenário do nosso trabalho na Internet. Iniciamos pelo Site “Santana Oxente”, a convite do seu proprietário, o professor Valter (o Valtinho). E essa parceria ainda hoje tem sido fiel e dando bons frutos. O convite foi feito em uma ocasião em que nos encontramos no Colégio Divino Mestre, em Santana do Ipanema. Atualmente, com apresentação moderníssima, o site Santana Oxente, hospeda nosso blog e dá destaque ao trabalho. A qualquer momento irei visitar o lugar e o parceiro a quem devotamos consideração e respeito.
Além do “Santana Oxente”, temos o Site “Alagoas Nanet”, com os nossos trabalhos das segundas as sextas, na crônica do dia. Ali um talento jovem comanda a máquina de notícias na pessoa do jornalista Lucas Malta, também em Santana.
 Nossas crônicas estão sempre no Site do “Blog do Mendes & Mendes”, insigne personagem de Mossoró, no Rio Grande do Norte, com seus gigantescos e relevantes serviços prestados ao Nordeste e ao Brasil.
São encontradas ainda no “Face” e no blog “Clerisvaldobchagas. Blogspot.com”.
As crônicas foram iniciadas como ocupação para matar a ociosidade entre a publicação de um livro e outro. O nome artístico utilizado nos livros, também segue nas crônicas como “Clerisvaldo B. Chagas”, (Braga), em homenagem ao escritor palmeirense Luís B. Torres, primeiro a reconhecer o nosso trabalho.
Aqui o Sertão nordestino vem sendo esquadrinhado e, trazidos ao nosso palco, os mais diversos temas do mundo. Sendo a crônica o gênero literário mais curto, encaixa-se no jornalismo onde entramos mais como Educação e  Cultura.
Hoje estamos na edição 1.900, fruto de árdua tarefa que se equilibra entre a inspiração e a sua falta. É um aniversário que merece um bolo, uma aguardente, um grito retumbante ou um simples cafezinho como gosta o autor.
Ê “véi”... Vamos montar o cavalinho e prosseguir jornada.


LENDO E REVIVENDO O SERTÃO FOLCLÓRICO Clerisvaldo B . Chagas, 11 de mais de 2018 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.899 ...

LENDO E REVENDO O SERTÃO FOLCLÓRICO


LENDO E REVIVENDO O SERTÃO FOLCLÓRICO
Clerisvaldo B. Chagas, 11 de mais de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.899
GUERREIRO. FOTO: (AGÊNCIA ALAGOAS).

Estamos vivendo o momento em que anualmente as escolas sertanejas se preparam para o lazer regional de Santo Antônio, São João e São Pedro. Quase todo esse trabalho é em cima dos grupos folclóricos que ainda continuam furando o tempo: a dança de quadrilha e o coco de roda. As perseguições policiais, o descaso dos governantes, a chegada da televisão e outros lazeres modernos extinguiram inúmeras modalidades folclóricas como as “negras da costa”, o “quilombo”, “reisado”, “guerreiro”, “tapagem de casa” e bem muitas outras manifestações populares. Brava gente do Sertão que mesmo tendo passado tanto vexame, não abre mão do que lhe resta. Veja abaixo o que diz Tadeu Rocha, no seu Modernismo & Regionalismo”, em 1966:
“Nos municípios do interior, as próprias autoridades se encarregavam de proibir certas manifestações folclóricas, como as “sentinelas” aos defuntos nas pontas de ruas, os “reisados” e os “quilombos”. Lá em Santana do Ipanema, um delegado de polícia, bacharel pela Faculdade de Direito do Recife, perseguiu duramente os reisados e mandou espancar os “Mateus”, “Doutores”, “Jaraguás” e outras personagens. E um delegado regional, também formado em Ciências Jurídicas e Sociais, acabou com as “sentinelas” da cidade, com os seus “benditos” e as suas “excelências” porque perturbavam o sono dos homens de bem”.
Depois da célebre escola folclórica nascida em Viçosa e em seguida levada a Maceió, não foram muitos os seguidores de Théo Brandão – tão admirado pela minha mãe, professora Helena Braga. Mas foi construída uma literatura alagoana em cima do folclore da província. No Sertão ninguém se dedicou a essa vertente literária. Mas podemos ver nos cinco romances de Clerisvaldo B. (Braga) Chagas, do ciclo do cangaço, o folclore diluído em suas páginas. De qualquer maneira, o que pode ser feito no Sertão de Alagoas, será realizado geralmente pelas escolas públicas e particulares no período junino.
E se hoje as nossas tradições estão encolhidas, vamos relembrar o ditado sertanejo: “Do saco perdido, a embira”.