O SOFRIMENTO DE JESUS (I) (série de três crônicas) Clerisvaldo B. Chagas, 5 de junho de 2015 Crônica Nº 1.436 (Read More). ...

O SOFRIMENTO DE JESUS



O SOFRIMENTO DE JESUS (I)
(série de três crônicas)
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de junho de 2015
Crônica Nº 1.436
(Read More).

“Foi apresentado pois Jesus ao governador, e o governador lhe fez esta pergunta, dizendo: Tu és o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu o dizes. E sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, não respondeu cousa alguma. Então lhe disse Pilatos: Tu não ouves de quantos crimes te fazem cargo? E não lhe respondeu a palavra alguma, de modo que se admirou o governador em grande maneira. Ora o governador tinha por costume, no dia da festa, soltar aquele preso que os do povo quisessem. E naquela ocasião tinha ele um preso afamado, que se chamava Barrabás. Estando pois eles todos juntos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis vós que eu vos solte? Barrabás ou Jesus que se chama o Cristo? Porque sabia que por inveja é que lhe haviam entregado. Entretanto, estando ele assentado no seu tribunal, mandou-lhe dizer sua mulher: Não te embaraces com a causa desse justo, porque hoje em sonhos foi muito o que padeci por seu respeito.
Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram aos do povo que pedissem Barrabás, e que fizessem morrer Jesus. E fazendo o governador esta pergunta, lhes disse: Qual dos dois quereis vós que eu vos solte? E responderam eles: Barrabás. Disse-lhe Pilatos: Pois que ei de fazer de Jesus, que se chama o Cristo. Responderam todos: Seja crucificado. O governador lhes disse: Pois que mal tem ele feito? E eles levantaram mais o grito, dizendo: Seja crucificado. Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, mas que cada vez era maior o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos à vista do povo, dizendo: Eu sou inocente do sangue deste justo; vós lá vos avinde. E respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos. Então lhes soltou Barrabás; e depois de fazer açoitar a Jesus, entregou-lhe para ser crucificado. Então os soldados do governador, tomando a Jesus para o levaram ao pretório, fizeram formar à roda dele toda a coorte. E despindo-o, lhe vestiram um manto carmesim. E tecendo uma coroa de espinhos, lhe puseram sobre a cabeça, e na sua mão direita uma cana. E ajoelhado diante dele, o escarneciam, dizendo: Deus te salve, rei dos judeus.
E cuspindo nele, tomaram uma cana, e lhe davam com ela na cabeça. E depois que escarneceram, despiram-lhe o manto, e vestiram-lhe os seus hábitos, e assim o levaram para o crucificarem. E ao sair da cidade acharam um homem de Cirene, por nome Simão; a este constrangeram a que levasse a cruz dele, padecente. E vieram a um lugar que se chama Gólgota, que é o lugar do Calvário. E lhe deram a beber vinho misturado com fel. E tendo-o provado, não o quis beber. E depois que o crucificaram, repartiram as suas vestiduras, lançando sortes; para que se cumprisse o que tinha sido anunciado pelo profeta, que diz: Repartiram entre si as minhas vestiduras, e sobre a minha túnica lançaram sorte. E assentados o guardavam. Puseram-lhe também sobre a cabeça esta inscrição, que declarava a causa da sua morte: ESTE É JESUS REI DOS JUDEUS”.


  O CRISTO E O SEU CORPO Clerisvaldo B. Chagas, 4 de junho de 1015 Crônica Nº 1.345 PROCISSÃO EM CAMPO ALEGRE. Foto: (Divulgaç...

O CRISTO E O SEU CORPO



 O CRISTO E O SEU CORPO
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de junho de 1015
Crônica Nº 1.345

PROCISSÃO EM CAMPO ALEGRE. Foto: (Divulgação).
Como hoje é a primeira quinta-feira depois do domingo da Santíssima Trindade e também 60 dias após o domingo de Páscoa, temos o Corpo de Cristo, comumente chamado Corpus Christi. Essa festa católica foi instituída pelo Papa Urbano IV no século XIII. O termo vem do latim e significa Corpo de Cristo e propõe celebrar a Eucaristia, ou seja, para uns, a presença simbólica do corpo de Cristo na hóstia, para outros, a presença verdadeira.
Esse dia, tradicionalmente era considerado Dia Santo, mas, de acordo com as leis atuais do país, passou a ser ponto facultativo.
No Brasil, é costume católico enfeitar as ruas por onde irá passar a procissão. Usa-se serragem colorida para confecção de tapetes, mas também areia, farinha e outros materiais nessa prova de amor ao Cristo. Costumam-se, além disso, usar toalhas brancas e lençóis às janelas complementando essa mensagem de fé. Tudo retrata, especialmente a Eucaristia.
É uma Festa de Guarda, que significa para a obrigatoriedade em participar da Santa Missa na forma estabelecida pela conferência episcopal do respectivo país.
“Quanto à procissão pelas vias públicas, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cânone 944) que determina ao bispo diocesano que a providencie, onde for possível, para testemunhar publicamente a adoração e a veneração para com a Santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo. É recomendado que, nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o bispo (cânone 395)”.
A tradição do mundo católico sertanejo de Alagoas, sempre apresenta o sentimento fecundo procurando honrar nas avenidas e igrejas a bela representação do Corpus Christi.
Essa é uma boa oportunidade de reconciliação com o Senhor e com a vida.






“DIEGO CONTINUO AGUARDANDO O SEU TRABALHO” A SINA DA CONVIVÊNCIA Clerisvaldo B. Chagas, 3 de junho de 2015 Crônica Nº 1.434 ...

A SINA DA CONVIVÊNCIA



“DIEGO CONTINUO AGUARDANDO O SEU TRABALHO”

A SINA DA CONVIVÊNCIA
Clerisvaldo B. Chagas, 3 de junho de 2015
Crônica Nº 1.434

Foto: (gazetadopovo.com.br).
A meninada da escola do meu neto já me avisou. Vem me fazer uma visita para conversarmos sobre a seca. Muito bom que a escola mostre a esses pequenos habitantes o fenômeno climático de fundamental importância no lugar em que nasceram, vivem e convivem.
Enquanto isso também, compartilhamos a tristeza e preocupação pelas previsões meteorológicas que apontavam maio como o início das chuvas para esse inverno que insiste em nos driblar. Por escrever tanto sobre o nosso sertão e seus problemas, estou adotando, as mensagens que chegam afirmando que a nossa literatura representa o nosso semiárido. Sendo assim, acrescento ao título “Escritor Símbolo de Santana do Ipanema” ao também “Escritor Símbolo do Sertão Alagoano”. Humildade na frente, mas com afirmação dos nossos assíduos leitores.
Espontaneamente, faço como Jesus mandou: servir sempre como fez meu pai e meu avô paterno, cuja ilustração representa abaixo:
Meu avô, José Celestino das Chagas, conhecido como Zuza, era proprietário da Fazenda Trindade, no sítio Poço da Pedra, em Santana do Ipanema. Certa feita uma seca braba tomou conta da região. Na fronteira de Santana com o atual município de Carneiros, todas as fontes da redondeza haviam secado, tornando-se comum a passagem de retirantes pela sua fazenda. O único reservatório de água por ali, era o açude do meu avô. Todos vinham apanhar água naquela barragem artificial, até que um dia alguém advertiu a José Celestino da seguinte maneira: “Seu Zuza, o açude está quase seco. Se eu fosse o senhor não permitiria mais a ninguém retirar água, pois, poderá ficar sem nada”. E o meu avô, que era um homem sábio, filósofo matuto e temente a Deus, disse: “Deixe que todos venham a minha fonte”. A pessoa insistiu indagando: “E se a fonte secar?” Então, o meu avô Zuza, concluiu: “Quando a minha fonte secar, eu irei com os outros em busca de novas fontes”.
Vamos rezar junto aos agropecuaristas pelas fontes de nós todos.

59 ANOS DE RODOVIA EM ALAGOAS Clerisvaldo B. Chagas, 2 de junho de 2015 Crônica Nº 1.433 ANTES ERA TREM. Foto: (alagoastempo.c...

59 ANOS DE RODOVIA EM ALAGOAS



59 ANOS DE RODOVIA EM ALAGOAS
Clerisvaldo B. Chagas, 2 de junho de 2015
Crônica Nº 1.433

ANTES ERA TREM. Foto: (alagoastempo.com.br).
Completamos 59 anos da primeira rodovia asfáltica de Alagoas. Foi no dia 29 de janeiro de 1956 quando aconteceu a inauguração do trecho Palmeira dos Índios – Maceió, ainda no governo estadual de Arnon de Mello. A citada rodovia pegava os limites do Sertão/Agreste, Zona da Mata e litoral. Isso representou um marco e tanto no desenvolvimento do estado e um suspiro de alívio profundo para os habitantes do sertão extremo. Pelo menos se excluía a metade do sofrimento de viagens longas até a capital. A metade porque a banda oeste ainda teria de enfrentar a lama, a poeira, atoleiros e catabis até encostar-se à “Princesa do Agreste”, Palmeira dos Índios, oásis dos viajantes sertanejos.
Nos anos 70 e 80 já estavam definidos os pontos de paradas que os interioranos empreendiam até Maceió, em carro pequeno. Palmeira estava fora, e resumiam-se em três os lugares do desjejum. O primeiro era na “Cabeça d’Anta”, entre Palmeira dos Índios e Belém, lugar de terras férteis, barro vermelho e pomares. Era a parada da fruta, onde à margem direita da BR-316 havia uma pequena construção repleta de frutos, sendo o coco verde o carro-chefe mais um engenho manual para caldo de cana. Os automóveis faziam fila no acostamento. Ainda hoje a pequena construção existe, sem as vendas.
A segunda parada ficava após Maribondo, nas curvas de sopé de montanhas, de nome Salgado, lugar de águas excelentes. Era um bom café da manhã. Atualmente a casa de varanda ainda resiste, quase em ruínas.
DEPOIS O ASFALTO. Foto: (agenciaras.al.gov.br).
A terceira parada, para quem queria café reforçado era no sítio Corumbá, perto de Atalaia, onde havia um restaurante à margem direita e, um tipo de macaxeira chamada macaxeira ouro (tinha essa cor), muito saborosa. Mas, como os outros marcos, pelo menos ainda resta à construção azul para os que não apagaram da lembrança
Para quem ia a Maceió nos antigos ônibus da Companhia Progresso, de motor à frente, a parada se dava em Maribondo na “Churrascaria Brasília”, de um italiano, repleta de pensamentos escritos nas paredes.
E antes? Ah, sim! E antes? Pesquise, pesquisador.



HISTORIANDO OS ALFAIATES Clerisvaldo B. Chagas, 1º de junho de 2015 Crônica Nº 1.432 Beco São Sebastião, influência da igrejin...

HISTORIANDO OS ALFAIATES



HISTORIANDO OS ALFAIATES
Clerisvaldo B. Chagas, 1º de junho de 2015
Crônica Nº 1.432

Beco São Sebastião, influência da igrejinha da esquina. Foto: (Clerisvaldo).

O livro “O boi, a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema”, também traz a história dos alfaiates, barbeiros, ferreiros, canoeiros, sapateiros e cabarés de Santana. Não é nada demais dizer, porém, que no sábado passado, feira da cidade, estivemos com o último dos remanescentes alfaiates em Santana. Conversamos muito. Gilson Saraiva, o homem que disputava cabeleira conosco em 1960 (modismo) e bom num taboleiro de "dama", trabalha no famoso beco do comércio de Santana do Ipanema, São Sebastião. O Beco de São Sebastião fica entre a Rua do Comércio e a Rua Professor Enéas, alguns metros para o leito do rio Ipanema. O beco era famoso quando nas festas do mês de julho de Senhora Santana, formava a via principal para o motel em área livre do rio, ocasião em que os casais procuravam as pedras e areias do leito seco.
Beco de São Sebastião por causa da igrejinha particular da família Rocha, dedicada ao santo, construída na esquina, aproximadamente, em 1915.

Parcial de Santana em dia de feira. Foto: (Clerisvaldo).
Gilson Alfaiate nos falou que o Walter Alcântara ainda era vivo, possuindo serralharia no Bairro Domingos Acácio onde para lá se desloca a pé todos os santos dias com seus mais de oitenta anos.
Walter Alcântara era proprietário da “Alfaiataria Nova Aurora” (abaixo do Beco São Sebastião) com mais de dez funcionários e dominava a região nesse ramo interessante, nas décadas 50-60. Inúmeros foram os discípulos de Walter e que depois se tornaram profissionais independentes, entre eles Gilson Saraiva, Carlos Sabão, Juca Alfaiate e Demerval Pontes, amplamente conhecidos.
Nunca sequer dei um bom-dia ao Walter Alcântara, pois era apenas um garoto que passava para as aulas de “Admissão ao Ginásio”, por sua Alfaiataria, em direção à escola de dona Helena Oliveira na calçada alta da Ponte do Padre. Ali me encontrava com os colegas Neubes, Serrinha Negra, Arquimedes, Demóstenes, Edson Caveirão, Zé Vieira, Galego Bigula, entre outros que não me veem mais à memória.
A “Alfaiataria Nova Aurora” faz parte da história de Santana registrada por mim (único registro). Mesmo assim acho que o Walter nem me conhece, apesar de ter sido colega de repartição da sua virtuosa e educadíssima esposa Léa Malta. A timidez de um garoto não permitia conversar com os mais velhos. Talvez eu vá a sua serralharia para colher mais subsídios sobre a nossa terra e conversar com o homem elegante que marcou época em Santana do Ipanema, cujo pai, foi compadre do meu.